Estações ferroviárias - segurança de todos esquecida
Na Linha de Sintra continuam a existir estações de comboios sem o mínimo de segurança. Todos os anos são colhidas pessoas e contam-se já por dezenas os que perderam a vida.
"Quantos mais cidadãos terão de sofrer acidentes para que as entidades responsáveis actuem?" pergunta um dos utentes da Estação de Agualva-Cacém, num e-mail enviado para a Olho Vivo.
"Só esta semana já forma várias as pessoas que vi a correrem risco de vida. A última foram duas senhoras, uma com uma criança de colo e outra com uma menina pela mão: a criança assutou-se, puxou para traz e só não morreram todas frente ao comboio por um triz.”
Independentemente das razões imediatas para os acidentes acontecerem (uma falta de atenção, inadvertência para os riscos que se correm ao atravessar “à tangente”, stress ou atrapalhação, invisuais, crianças, um tropeçar, um salto alto preso no pavimento), situações como esta repetem-se diariamente nas estações do Cacém e de Barcarena (Massamá).
Não há dúvidas que as condições de segurança destas estações deixam muito a desejar e há já largos anos que estão projectadas as novas estações de Cacém e Barcarena.
A REFER justifica que ainda não teve meios financeiros para avançar. Contudo não implementam as mais básicas soluções de segurança dos peões: passagens superiores provisórias (como a da foto, da Estação do Areiro) e interdição do atravessamento dos peões pela Linha.
A Olho Vivo já alertou o presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra no sentido de envidarem esforços junto da REFER para que sejam tomadas as urgentes medidas de segurança necessárias mas até ao momento não são conhecidas respostas.
À cadência da passagem dos comboios (de 5 em 5 min, na hora de ponta), continua-se a permitir que os cidadãos atravessem a linha e corram risco de vida, em duas das estações urbanas com maior movimento da Área Metropolitana de Lisboa.